Estimativas apontam faturamento superior a R$ 2 bilhões na região em 2025, impulsionado por consumo planejado, campanhas locais e integração entre lojas físicas e digitais
O comércio da região do Alto Tietê encerrou o Natal de 2025 com crescimento nominal estimado entre 4% e 6%, e avanço real em torno de 2%, segundo levantamento consolidado do Sincomércio do Alto Tietê. O desempenho positivo demonstra a resiliência do comércio local e a importância do consumo regional para a economia das cidades.
Em Mogi das Cruzes, maior polo comercial da região, o faturamento no período natalino passou de R$ 520 milhões em 2024 para uma estimativa entre R$ 545 milhões e R$ 555 milhões em 2025, o que representa crescimento de 5% a 6%. Suzano também apresentou resultado expressivo, com vendas que saltaram de R$ 360 milhões para um intervalo entre R$ 375 milhões e R$ 382 milhões, crescimento estimado entre 4% e 6%.
Itaquaquecetuba registrou avanço mais moderado, com aumento entre 3% e 5%, saindo de R$ 310 milhões em 2024 para valores entre R$ 320 milhões e R$ 326 milhões em 2025. Já Poá teve crescimento estimado entre 4% e 6%, com faturamento que passou de R$ 160 milhões para até R$ 170 milhões no período.
Em Ferraz de Vasconcelos, as vendas de Natal evoluíram de R$ 145 milhões para uma estimativa entre R$ 150 milhões e R$ 153 milhões, crescimento de 3% a 5%. Arujá também apresentou desempenho positivo, com faturamento entre R$ 125 milhões e R$ 128 milhões, ante R$ 120 milhões em 2024, crescimento de até 6%.
Nos demais municípios da região — como Guararema, Salesópolis, Biritiba Mirim, Santa Isabel, entre outros — o faturamento conjunto passou de R$ 135 milhões em 2024 para uma estimativa entre R$ 140 milhões e R$ 145 milhões em 2025, com crescimento entre 3% e 5%.
Fatores que impulsionaram as vendas
De acordo com o Sincomércio do Alto Tietê, o desempenho positivo do Natal está diretamente relacionado ao funcionamento ampliado do comércio, com segurança jurídica garantida pelas Convenções Coletivas de Trabalho, além da atuação preventiva da entidade na orientação trabalhista, tributária e operacional aos empresários.
Também contribuíram para o resultado as campanhas de valorização do comércio local, com destaque para “Moro Aqui, Compro Aqui, Ganho Aqui”, a integração entre lojas físicas, vendas digitais e retirada em loja, e o maior planejamento do consumidor, que priorizou preço, promoções e opções de parcelamento.
Segmentos em destaque
Os segmentos com melhor desempenho no período natalino foram vestuário e calçados; perfumaria, cosméticos e cuidados pessoais; utilidades domésticas e eletroportáteis; alimentação e bebidas típicas das festas; além do comércio de bairro e centros comerciais regionais.
Avaliação e perspectivas
Para o Sincomércio do Alto Tietê, os números confirmam que o comércio regional segue como um dos principais motores da economia local, contribuindo para a manutenção de empregos, geração de renda e circulação econômica nas cidades.
A entidade reforça que seguirá atuando em 2026 com foco na segurança jurídica para o empresário, na negociação responsável das Convenções Coletivas de Trabalho alinhadas à realidade econômica de cada município, no apoio técnico à Reforma Tributária e no fortalecimento do comércio local e do ambiente de negócios.
A análise tem como base dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fecomércio-SP, IBGE — por meio da Pesquisa Mensal do Comércio — e monitoramento regional do Sincomércio do Alto Tietê.




