Mayara Aguiar recebe o Selo Empresa do Bem, reconhecimento do Instituto Léa Campos pelo apoio voluntário às ações sociais da instituição.

Do sonho à transformação: a trajetória de Mayara Aguiar, reconhecida com o Selo Empresa do Bem

Contadora que nasceu na política, cresceu na cozinha de casa e hoje ajuda empresas e instituições a realizarem sonhos recebe homenagem do Instituto Léa Campos.

A história de Mayara Barboza de Aguiar Souza é daquelas que mostram, com força e sensibilidade, que a contabilidade pode ser muito mais do que números: pode ser caminho, transformação e propósito. Em novembro, ela recebeu, por meio do seu escritóio – Mayara Aguiar Contabilidade e Assessoria – o Selo Empresa do Bem, certificação entregue pelo Instituto Léa Campos (ILC) a empresas que contribuem voluntariamente para o fortalecimento das iniciativas sociais da ONG. Para Mayara, a homenagem representa algo profundo. “É como se eu enxergasse tudo o que consegui conquistar através do meu trabalho, onde eu consegui atingir várias pessoas. É ver que, com o trabalho de formiguinha, as vidas são mudadas”, disse, emocionada.

Há um ano e oito meses à frente do próprio escritório, Mayara atua com a convicção de que sua função vai além dos serviços contábeis. “O trabalho não é só contabilidade, é muito além disso. É salvar empresas, salvar projetos e sonhos. Abrir um CNPJ não é só abrir um número. É entender o objetivo daquele cliente, é olhar para a história dele”, explica. E esse olhar atento, muitas vezes, exige sinceridade. “Às vezes ele vem com uma ilusão, e a minha obrigação é falar: não é assim. A pessoa sai daqui com muito mais pé no chão. A gente vende confiança e injeção de adrenalina, porque muitos chegam desgastados com dívidas, e eu digo para ter calma, porque dá para resolver.”

Esse compromisso também se estende às instituições sociais, entre elas o próprio Instituto Léa Campos. “Quando falo de projeto, não é só o instituto. É a dedicação das pessoas que deixam casa, filho, esposa, marido para um trabalho voluntário que muda vidas. Eu tenho um escritório, então consigo ajudar para que os documentos estejam em ordem e mostrar os benefícios que o governo oferece, para que eles consigam se inscrever em projetos. Encontrei um caminho para contribuir”, afirma.

Uma trajetória que começou na rua — e mudou sua vida

Para chegar ao reconhecimento atual, Mayara trilhou um caminho incomum. O primeiro contato com a contabilidade veio aos 19 anos, durante uma campanha eleitoral. Ela estava entregando santinhos nas ruas quando foi convidada pelo contador da campanha a ajudar no escritório. Vinte dias depois, já dominava o sistema de prestação de contas.

“Eu entreguei a prestação de contas do prefeito, do vice-prefeito e de mais 375 candidatos a vereador de Biritiba Mirim. E o meu medo era a prestação reprovar e o candidato não poder sentar na cadeira. Mas a prestação passou.”

Foi ali que sua profissão nasceu: “Talvez, se eu não tivesse feito isso, eu estaria hoje operando máquina, que foi o meu primeiro emprego aos 17 anos. Eu agradeço até hoje esse contador. Foram três meses de trabalho e entreguei tudo que tinha que entregar.”

Essa habilidade, porém, já estava com ela desde a infância. Aos 12 anos, administrava os cheques recebidos como salários pelos pais, trocava no banco, fazia compras e organizava as contas da família. Em apenas dois anos, conseguiu reformar a casa dos pais e comprar um carro para eles. “Meu pai confiava em mim. Hoje, minha especialidade é organização financeira, empreendedorismo e mostrar ao empresário que o dinheiro não é dele.”

Do fogão ao escritório: o crescimento acelerado

Quando decidiu empreender, começou na cozinha de casa. O negócio cresceu rapidamente. Em menos de um ano saiu do ambiente doméstico, alugou uma sala comercial em Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, e, nove meses depois, precisou mudar novamente para ter espaço para funcionários e clientes. Hoje lidera uma equipe, dá palestras em escolas — como a ETEC Presidente Vargas e instituições particulares — e leva aos jovens um recado direto e realista: “Eu mostro que dinheiro não cai de árvore. O empreendedor tem que ser resiliente, criativo, e entender que, muitas vezes, ele é o último a prosperar.”

O reconhecimento que não tem preço

Ao receber o Selo Empresa do Bem, Mayara diz ter sentido algo único. “É muito gratificante. É a primeira vez que recebo esse retorno. Eu ajudo os institutos há anos, e é a primeira vez que tenho esse reconhecimento. Não tem preço.”

O Selo Empresa do Bem faz parte do programa de apoio social do Instituto Léa Campos. A certificação reconhece empresas que contribuem voluntariamente para ações que promovem a qualificação de jovens, o fortalecimento de empreendedores criativos e o desenvolvimento social no Alto Tietê. A iniciativa identifica parceiros que compartilham dos mesmos valores e que ajudam a garantir a sustentabilidade e o impacto dos projetos da ONG.

Para Mayara, o selo simboliza mais do que parceria: representa sua visão de mundo. “Eu trouxe comigo o espírito de ajudar. Os projetos que fazem diferença na vida das pessoas, eu quero continuar apoiando. É o meu propósito”, revela sorrindo.

 

Foto de Instituto Léa Campos

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