Bate-papo sobre Dona Yayá anuncia o bloco carnavalesco Filhos de Yayá

 

Evento na Roça Chic Cafeteria destacou a vida da personalidade mogiana e convidou a população para o desfile no dia 15 de fevereiro

Mogi das Cruzes celebrou nesta terça-feira, dia 21, a memória de Sebastiana de Mello Freire, conhecida como Dona Yayá, em um bate-papo com o historiador Glauco Riccieli na Roça Chic Cafeteria Temática. A ação, realizada pelo Instituto Léa Campos (ILC) em parceria com a agência Clip Comunicação Integrada, marcou o aniversário da personalidade histórica e trouxe à tona detalhes de sua vida e legado.

Dona Yayá nasceu em 1887, filha de Josephina Augusta de Mello Freire e Manoel de Almeida Mello Freire, e viveu em Mogi até a perda dos pais, em 1900. Diagnosticada em 1934 com síndrome maníaco-depressiva, enfraquecimento mental e demência precoce, passou os últimos anos isolada em sua residência em São Paulo. Faleceu aos 74 anos, vítima de insuficiência cardíaca durante uma cirurgia relacionada ao tratamento de câncer de útero.

Sem herdeiros, sua imensurável herança foi majoritariamente destinada à Universidade de São Paulo (USP), com uma pequena parte revertida à Prefeitura de Mogi das Cruzes. A chácara de Dona Yayá ocupava boa parte da cidade, incluindo os bairros: César de Souza, Centro Cívico, Socorro e Rodeio. No terreno havia também uma capela, no local que hoje abriga a Câmara e a Prefeitura Municipal, e a casa, que se localizava do prédio do INSS. A residência da família, por sua vez, passou a ser o prédio do Instituto Dona Placidina, no centro da cidade.

Embora Mogi das Cruzes ainda não possua homenagens oficiais à sua memória, o evento também marcou o anúncio do bloco cultural e carnavalesco Filhos de Yayá, que desfilará no dia 15 de fevereiro, a partir das 16h, da Praça do Shangai, convidando a população a celebrar a história de Dona Yayá em ritmo de Carnaval.

O objetivo do bloco é resgatar a cultura mogiana e aproximar os munícipes de uma história tão importante e real. Segundo o presidente do ILC e Gestor de Marketing e Projetos da Clip, Rodrigo Fernandez, o bloco vai de encontro ao que o Instituto Léa Campos prega, como a cultura na cidade e na região. “É de suma importância ter o resgate cultural mogiano, e estamos, hoje, unidos para isso, seja para esse bate-papo como para o bloco”.

Já de acordo com a Gestora de Comunicação da Clip, Taciana da Paz, o nome da personalidade foi esquecida com o tempo. “As gerações mais novas não conhecem a Yayá e sua notoriedade. Queremos unir informação e conhecimento para difundir essa história”, relata.

Quem quiser conhecer mais sobre a história da Dona Yayá, pode entrar no link:

https://www.canva.com/design/DAG-6sWK394/0ZoiDD753ObXHi9236aMjg/view?utm_content=DAG-6sWK394&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=uniquelinks&utlId=hc01dd0a2f4.

Foto de Instituto Léa Campos

Instituto Léa Campos

Com o passar dos anos, as ações foram crescendo e o Projeto Amigos se expandiu tornando-se o Instituto Léa Campos em junho de 2018. O Instituto Léa Campos é uma organização social, que…
Continue lendo >>

Todos os Posts